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sábado, 18 de fevereiro de 2012

Provérbios do Japão + Lenda: O cavalo de Saiou

"Ningen banji Saiou ga uma"
As coisas humanas são como o cavalo de Saiou.
Significado: O futuro pertence a Deus.

Esse provérbio vem de uma lenda chinsesa...


Dizem que há muito tempo na China havia um ancião chamado Saiou. Um dia seu cavalo fugiu. Seus vizinhos lamentaram seu desfortúnio, mas Saiou disse "quem sabe se isso não foi uma grande sorte?". 
Dias depois o cavalo retornou, trazendo consigo uma égua. Seus vizinhos o congratularam pela boa sorte, mas ele disse "quem sabe se isso realmente foi uma grande sorte?". 
Algum tempo depois o filho de Saiou sai para cavalgar, cai da égua e quebra a perna. Isso foi uma grande sorte pois todos os jovens da localidade foram convocados para o exército do Imperador, e houve muitas baixas. O filho de Saiou foi o único sobrevivente.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Lendas do Japão - O falso Monge

E ae galera!!
Trazendo aki uma lenda bem legal pra vcs...
Enjoy...

Numa das várias vilas antigas do Japão, morava uma velhinha que havia perdido, seu companheiro há pouco tempo, e a cada dia que passava a saudade batia mais forte. Quando isso acontecia, ela rezava
muito, às vezes quase o dia inteiro.
Num dia, alguém bateu à porta, quando ela atendeu, deparou-se com o suposto monge viajante que lhe
pediu :
- Senhora, estou perdido por esses cantos, será que eu poderia passar esta noite aqui?
A velhinha então pensou: “Puxa, se ele é monge, pelo menos poderá rezar direito, assim como manda o
budismo”.
Então ela aceitou a proposta, e logo que ele se acomodou, ela lhe serviu vários tipos de comida.
Logo após o homem ter se esbaldado com tanta comida, a velhinha lhe fez um pedido:
- Senhor monge, o senhor poderia rezar pela alma de meu marido que faleceu recentemente?
Depois de ouvir a senhora, ele ficou um pouco perturbado. Na verdade o homem nem monge era, ele
vestia trajes de monge e raspava a cabeça apenas para dormir de graça nas casas das pessoas. Assim o
homem pensou: “Como eu vou sair dessa?”
Sem saber direito como proceder, ele ficou olhando para toda a casa, até que viu um buraco com um
pequeno ratinho. Então o homem pensou em falar frases baseando-se nos movimentos do ratinho. Em pouco tempo estava tudo preparado, e a velhinha sentado no oratório disse em voz alta:
- Meu marido, esse monge que veio aqui hoje, vai rezar por sua alma, graças ao grande Buda!
O monge, que já estava sem jeito, resolveu não recusar a proposta e gaguejando, criou coragem e disse olhando para o ratinho:
- Devagar, devagar ele vem chegando...
Ele falava com tal afirmação que parecia estar rezando de verdade. E como a velhinha estava muito
concentrada continuou :
- Devagar e devagar ele está espiando...
- Devagar e devagar ele parece estar cochichando...
As frases nem de longe pareciam reza, mas a velhinha estava crente na identidade do monge, que
percebendo continuou:
- Devagar e devagar ele vai espiando... E depois cochichando...
- Agora ele está saindo... Agora saiu...
No dia seguinte a velhinha agradeceu o falsário, que saiu sem falar nada e logo depois de ter andado um pouco, começou a rir por ter pregado mais uma peça. A velhinha no entanto começou a rezar da forma que havia aprendido.
Num certo dia, um ladrão entrou na casa da velha senhora e, quando estava entrando para escolher o que roubar, ele ouviu:
- Devagar, devagar ele está chegando...
Por um momento o ladrão ficou assustado. Não havia ninguém naquele cômodo. Como seria possível ?
Ele então continuou a escolher os objetos:
- Devagar e devagar ele está espiando...
O ladrão, incomodado, falou com si próprio:
- Será que a pessoa que mora aqui consegue enxergar no escuro ?
De repente ele ouviu:
- Ele está cochichando...
O ladrão assustado, começa a dar meia volta para sair...
E de surpresa ouve:
- Devagar ele está saindo...
O ladrão foi embora correndo!
A velhinha, no entanto, estava tão entretida pela reza que nem percebeu o barulho na casa.

sábado, 13 de agosto de 2011

A deusa e o dragão

Fala galera do Japão na Área!!
Trazendo pra vcs mais um lenda bem legal do Japão!!
Até mais...
Sayonara

A Deusa e o Dragão

Era uma vez um dragão horrível. Tinha uma boca enorme que vomitava fogo, e sua longa cauda
verde-esmeralda era dura e reluzente. Morava numa caverna e era louco pela carne tenra e doce das
crianças.
Quando chegava a primavera, saía do seu antro tenebroso e atapetado de algas e ia até as praias
do Japão, onde crianças de todas as idades brincavam na areia e mergulhavam alegremente nas águas azuis. O monstro ficava de tocaia e assim que uma criança se afastava um pouco da mãe e avançava mar adentro, ele pulava de seu esconderijo e com um uivo gelado a engolia de uma só vez.
Quantas famílias choraram a perda de seus filhos por causa desse monstro cruel!De seu castelo celeste, lá no alto, Benten, a deusa da felicidade, observa essas cenas com o coração despedaçado. Ela se compadecia das pequenas vítimas e de seus pais, mas também tinha pena do
monstro.
  - Quem sabe - dizia a si mesma - essa sua crueldade se deva à solidão à qual está condenado.
Evitado e temido por todos, foi obrigado a viver num horrível refúgio submarino, sem ao menos um raio de sol para acariciá-lo. Como podia ser bondoso se nunca conhecera a bondade? Sentia-se odiado por todos e odiava a todos. E assim Benten decidiu fazer alguma coisa por aquele ser esquecido pelos deuses e desprezado pelos homens.
Um dia, ela subiu numa nuvenzinha que mais parecia um cisne, e, servindo-se dela como carruagem, atravessou a imensidão do céu e foi até a gruta do dragão. Desceu quase tocando a superfície da água e pôs-se a chamar o monstro com uma voz doce e melodiosa.
Eis que o mar começou agitar como se estivesse em ebulição. As águas se separaram, e o dragão saiu de sua caverna, a qual era sustentada por uma ilha.
A deusa sorriu e aquele sorriso acalmou a água, que novamente ficou toda azul. Uma infinidade de flores coloridas e perfumadas desabrochou na ilha, e Benten deixou-se cair, leve como uma borboleta sobre aquela terra maravilhosa.
O dragão, imóvel e aturdido, observava todas aquelas maravilhas até então desconhecidas. A deusa
aproximou-se e, sempre sorrindo, disse-lhe:
   - Por que você não se casa comigo ? Assim nunca mais vai ficar sozinho. Vou amá-lo muito e viveremos num paraíso. Teremos lindas crianças e você será muito feliz.
O monstro concordou, balançou a sua enorme cabeça, e duas lágrimas reluzentes caíram de seus olhos.
Daquele dia em diante, as crianças puderam brincar nas praias tranquilamente, e ninguém mais teve medo dos ataques do monstro.

domingo, 31 de julho de 2011

A raposa Gon

Fala galera do Japão na Área!!!
Trouxe mais uma lenda bem legal pra vcs. Espero que gostem. Enjoy
Kitsune, Gon ( Gon, a raposa)

Era uma vez uma raposa que morava sozinha numa floresta. Ela chamava-se Gon, era simpática, mas
travessa. Todas as manhãs e todas as noites ia à vila e fazia algumas travessuras.
Num Outono, depois de ter chovido durante alguns dias, ela foi ao rio. A água do rio tinha subido. Um homem que se chamava Heiju, estava a pescar enguias com uma rede. Isto era para a sua mãe que estava doente. Gon não sabia disso e deixou fugir todos os peixes que ele tinha pescado.
Passaram 10 dias, e Gon ouviu o tocar do sino para um funeral na vila. Ela foi à vila e viu o funeral da mãe do Heiju e, quando viu Heiju tristonho, ela lembrou-se da sua mãe que já tinha morrido.
- Por causa de mim, o Heiju não pôde dar as enguias à mãe.- arrependeu-se Gon.
Então Gon roubou uma sardinha de um peixeiro, e pô-la na casa de Heiju. No dia seguinte, apanhou umas
castanhas e pô-las na casa.
Heiju achava estranho que todos os dias aparecesse qualquer coisa em casa. Um amigo disse-lhe que era Deus que lhe dava prendas. Gon continuou a presentear Heiju com comida.
Um dia, quando Gon entrou em casa, Heiju encontrou-a. Como sabia que a raposa tinha deixado fugir os peixes, achou que ela tinha vindo para fazer travessuras.
- É Gon, a raposa má. Vens para fazer mal uma vez mais!?
Heiju não sabia que era Gon que lhe tinha dado as prendas, e apontou a espingarda para ela.
* BANG!! *
O som do tiro ecoou e o corpo da Gon voou.
Então, as castanhas que ela tinha em seu poder, dispersaram-se.
- Gon, então eras tu quem fazia isto!
Heiju ficou surpreendido e abraçou-a. Gon fechou os olhos e assentiu devagar com a cabeça no braço de Heiju.
O fumo azul ainda estava a fumegar da espingarda...

sexta-feira, 29 de julho de 2011

A criação do mundo (final)

Fala galera ligada no Japão na Área!!!
Trazendo aki a ultuma lenda da criação do mundo pra vcs!! Espero que vcs tenham gostado.

A Visita de Izanagi à Terra de Hades

Como para a Deidade Izanagi, que tinha agora se tornado viúvo, a presença de tantos bebês deve ter, de alguma forma, o confortado, ainda quando ele se lembrava de como sua esposa que partira havia sido fiel, ele chorava por ela novamente, com seu coração partido de tristeza e seus olhos cheios de lágrimas. Neste estado, ele se sentava sozinho à meia noite, e chama seu nome várias vezes apesar de saber que não obteria resposta. Seus lamentos meramente ecoavam de volta nas paredes de seu quarto.
Incapaz de suportar a sua dor, ele resolve descer às Regiões Baixas para procurar por Izanami e trazê-la de volta , a qualquer custo. Ele começa sua longa e duvidosa jornada. Milhões de quilômetros separavam a terra das Regiões Baixas e haviam incontáveis passagens e lugares perigosos para se negociar, mas a determinação de Izanagi de recuperar a sua esposa o capacitou para superar todas estas dificuldades. Com tempo ele conseguiu chegar a seu destino. E distante dele, ele avistou um castelo grande.
   - Não há dúvida - ele falou satisfeito - é lá que ela mora.
Se enchendo de coragem, ele se aproximou da entrada principal do castelo. Onde ele avistou um grande número de demônios gigantes, alguns vermelhos e outros pretos, guardando os portões, com olhos alertas. Ele muda de rumo e se esquiva para um portão no fundo do castelo. Descobre para sua surpresa, que o portão havia sido deixado sem guardas. Ele se esquiva pelos portões entrando no interior do castelo, quando imediatamente avista sua esposa parada perto de um portão de um pátio interior. Feliz, a Deidade clama por seu nome.
- Alguém me chama? - soluçou Izanami-no-Mikoto, e levanta sua cabeça para olhar em sua volta. Para sua surpresa, ela vê seu amado marido parado no portão olhando para ela. Na verdade, ele havia estado em seus pensamentos como ela nos dele. Com o coração saltitante de alegria ela se aproximou dele. Ele tomou suas mãos gentilmente e murmurou:
- Minha querida, eu vim para levá-la de volta para o mundo. Venha, eu suplico, e terminemos nosso trabalho da criação de acordo com o desejo dos Deuses Celestiais... Nosso trabalho que foi deixado pela metadde por causa de sua partida. Como posso eu fazer este trabalho sem você? A sua perda significa para mim a perda de tudo.
Este apelo veio do fundo de seu coração. A deusa compreendeu-o profundamente, mas respondeu com profundo pesar:
   - Se eu pudesse! Você veio muito tarde. Eu já comi da fornalha de Hades. Tendo comido das coisas desta terra, tornando impossível para mim voltar ao mundo.
E assim dizendo, abaixou a sua cabeça em profunda tristeza.
   - Não, eu devo implorar para que voltes. Não podes pensar em um jeito para que isto possa ser realizado? - exclamou o marido chegando mais perto dela.
Depois de alguma reflexão, ela respondeu:
   - Vós vindes um longo caminho para me salvar. Oh! como eu aprecio sua devoção! Eu desejo, de todo o coração, voltar convosco, mas antes que possa fazê-lo, eu devo primeiro obter a permissão dos Deuses de Hades. Espere aqui até eu retornar, mas lembre-se que, enquanto isto, em hipótese alguma, deveis olhar dentro do castelo.
   - Eu juro, assim o farei conforme ordenastes -disse Izanagi - mas não retardes em vossa busca.
Confiando nas garantias do marido, a deusa desaparece para dentro do castelo.
Izanagi observou literalmente as observações de sua esposa. Ele ficou onde estava, e esperou impacientemente pelo retorno de sua esposa. Provavelmente para sua mente impaciente, um simples bater do coração deve ter parecido uma eternidade. Ele esperou, esperou, mas nenhuma sombra de sua esposa aparecer. O dia gradualmente chegou e se foi, e a escuridão começava a cair, e um vento estranho começou a soprar em sua face. Corajoso que ele era, foi tomado por um estranho sentimento de apreensão. Se esquecendo das promessas que fizera à deusa, ele quebrou um dos dentes de um pente que ele usava no lado esquerdo da cabeça, e o ascendeu, ele entrou pé ante pé, olhando a sua volta. Para seu horror ele encontra Izanami morta em um quarto, e de repente, acontece uma mudança nela. Ela que sempre fora maravilhosa, havia se transformado em um corpo podre, em avançado estado de decomposição. E ainda para maior horror que seus olhos podia ver; o Trovão de Fogo residia em sua cabeça, o Trovão Negro em sua barriga, o Trovão da Entrega em seu abdome, o Trovão Jovem em sua mão esquerda, o Trovão da Terra em sua mão direita, o Trovão Ressonante em seu pé esquerdo, e o Trovão do Sono em seu pé direito. Ao todo, oito Deidades-Trovão haviam nascido e residiam lá, presos ao que sobrava dela e cuspindo fogo de suas bocas. Izanagi-no-Mikoto horrorizado com esta visão, deixa a luz cair e sai disparado. O barulho que ele faz acorda Izanami de seu sono da morte.
   - Céus - ela grita - ele deve ter-me visto neste estado revoltante. Ele me envergonhou e quebrou seus votos solenes. Miserável trapaceiro! Eu o farei sofrer, por seu perjúrio.
E se voltando para as Bruxas de Hades, que atendiam à ela, ordena para irem caçá-lo. A seu comando, um exército de demônios femininos saem à caça da Deidade.
Habilmente, Izanagi joga sua coroa no chão e esta se transforma num cacho de uvas. Os demônios param para apanhar mas voltam a correr atrás do Deus. Novamente, Izanagi atira ao chão outro objeto: os dentes que restaram do pente e estes transformam-se agora em brotos de bambu, que os demônios param para apanhar.
Quando Izanagi alcança a boca do inferno, apanha três pêssegos maduros e arremessa-os contra a horda que continua a persegui-lo. Desta vez os demônios fogem e Izanagi agradece aos pêssegos que lhe tinham salvo sua vida. A partir de então, como haviam prestado socorro à sua divindade, os frutos do pessegueiro ajudariam os humanos do Japão quando necessitassem de auxílio, tornando-se frutos divinos.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

A criação do mundo (parte 2)

Yooo Japão na Área no mina-san!!!!
Trazendo aki a 2ª parte das lendas sobre a criação do mundo. Enjoy

O Nascimento das Divindades

Tendo construído um país do que não passava antes uma mera massa flutuante, as duas Deidades, Izanagi e Izanami, procriaram as divindades destinadas a presidir a terra, o mar, as montanhas, os rios, as árvores e as ervas. O primeiro rebento provou ser o deus do mar, Owatatsumi-no-Kami. Depois eles geraram os deuses patronos dos portos, com a divindades masculina Kamihaya-akitsu-hiko que controla a terra, e a deusa Haya-akitsu-hime que controla o mar. Estes dois deuses depois deram a luz a outros oito deuses.
Logo após Izanagi e Izanami deram a luz à divindade do vento, Kami-Shinatsuhiko-no-Mikoto. No momento de seu nascimento, a sua respiração era tão potente que as nuvens e as brumas que existiam na terra desde o início dos tempos, foram imediatamente dispersas. Como conseqüência, cada canto da terra se encheu de brilho. Kukunochi-no-Kami, a deidade das árvores, foi o próximo a nascer, seguido de Oyamatsumi-no-Kami, a divindade das montanhas, e Kayanuhime-no-Kami, a deusa das planícies...
O processo de procriação, até então tinha acontecido sem dificuldades, até o nascimento de Kagutsuchi-no-Kami, o deus do fogo, uma desgraça não prevista se apoderou de Izanami. Durante o seu resguardo, a deusa foi tão queimada pela criança flamejante que ela se esvaiu. O seu consorte divino, profundamente alarmado, usou de todos os seus poderes para ressucitá-la, apesar dele ter conseguido restaurar sua consciência, o seu apetite havia desaparecido. Izanagi,então com todos os cuidados, preparou para o seu deleite vários pratos deliciosos, mas em vão, pois tudo que ela engolia, quase que imediatamente era rejeitado. Foi desta maneira que ocorreu o maior dos milagres. Da boca de Izanami espirrou Kanayama-biko e Kanayama-hime, respectivamente o deus e a deusa dos metais, enquanto de outras partes de seu corpo surgiram Haniyasu-hiko e Haniyasu-hime, respectivamente o deus e a deusa da terra. Antes de fazer o seu "desaparecimento divino", que marca o fim de sua carreira terrena, de uma maneira miraculosa ela deu a luz ao seu caçula, a deusa Mizuhame-no-Mikoto. Seu falecimento marca a introdução da morte na terra. Similarmente a decomposição de seu corpo e a tristeza ocasionada por sua morte foram as primeiras que aconteceram na terra.
Com a morte de sua fiel esposa Izanagi estava bastante solitário no mundo. Juntamente com ela, e de acordo com as instruções dos Deuses Celestiais, ele havia criado e consolidado o Império Ilha do Japão. Na realização de sua missão divina, ele e sua esposa celestial haviam vivido uma vida de cooperação e amor mútuo. Portanto, mais do que natural, que a morte dela tenha lhe dado um golpe mortal.
Ele se jogou sobre sua forma prostrada, chorando:
- Oh, minha querida esposa, porque fostes, me deixando sozinho? Como posso eu substituí-la por pelo menos uma criança? Volte para o bem do mundo, no qual ainda existe tanto para nós dois fazermos. E num surto de dor incontrolável, ele ficou soluçando sem parar. As suas lágrimas quentes caiam como granizo, e aí... de suas lágrimas nasceu um lindo bebê, a deusa Nakisawame-no-Mikoto. Surpreso, ele pára as suas lágrimas olhando para a criança recém-nascida, mas logo suas lágrimas voltaram a cair mais rápido que antes. E aí, de repente, seu estado mental mudou. Com amargura, seus olhos caíram sobre a criança de fogo, cujo nascimento havia se provado fatal para sua mãe. Ele sacou de sua espada, Totsuka-no-tsurugi, e chorando em seu lamento:
- Seu odioso matricídio!
E decapitou o seu rebento. Isto fez jorrar um tubo de sangue. E de sua espada com sangue nasceram oito fortes e galantes deidades.
- O quê? mais crianças? - gritou Izanagi, surpreendido com suas aparições repentinas, e naquele exato momento, ele ainda viu mais oito deidades nascerem do corpo sem vida do pequeno deus de fogo. Eles saíram de várias partes de seu corpo (cabeça, tronco, estômago, mãos, pés, umbigo) e, para aumentar a sua surpresa, todos eles estavam olhando firmemente para ele. Estupefato, ele inspecionou os novos visitantes, um após o outro.
Enquanto isto, Izagami, por quem o seu marido divino havia chorado tão amargamente, havia partido deste mundo para sempre para a terra de Hades.

sábado, 23 de julho de 2011

A Criação do Mundo - (parte 1)

Boa tarde galera do Japão na Área!!
Hj eu vou trazer pra vcs a historia da criação do mundo e como ela é um pouco grando vou dividir em 3 partes. Essa aki é apenas a primeira, espero que vcs gostem. Enjoy

O Início do Mundo

Antes do Céu e da Terra virem à existência, havia o Caos, inimaginavelmente ilimitado e sem forma definida. Por eras e eras a fio: e aí ..., dessa massa sem fronteiras e sem forma emergiu algo leve e transparente e formou o céu. Este algo era a Planície dos Céus Elevados, na qual se materializou uma deidade chamada Ame-no-Minaka-Nushi-no-Mikoto (a Deidade-do-Augusto-Centro-do-Céu).
Logo depois os Céus deram a luz a uma deidade chamada Takami-Musubi-no-Mikoto (a Elevada-Augusta-Deidade-Produtora-de- Maravilhas), seguida de uma terceira chamada Kammi-Musubi-no-Mikoto (a Divina Deidade-Produtora-de-Maravilhas).Estes três seres divinos foram chamados de As Três Deidades Criadoras.
Enquanto isto, o que era pesado e opaco neste vazio gradualmente se precipitou e se transformou na terra, mas levou um tempo imensamente longo para se condensar suficientemente e formar um solo sólido. Em seu estágio primordial, por milhões e milhões de anos, a terra se assemelhava a uma mancha de óleo flutuante, como uma água-marinha na superfície da água. De repente, como que jorrando por um tubo, dois seres imortais nasceram de suas entranhas. Eles eram a Deidade Umashi-Ashi-Kahibi-Hikoji-no-Mikoto (a Deidade-Príncipe-Primogênito-do-Agradável-Jorro-doTubo) e a DeidadeAme-no-Tokotachi-no-Mikoto (a Deidade-Celestial-Eternamente-Pronta)...
Muitos deuses então nasceram em sucessão, e assim, eles cresceram em número, mas enquanto o mundo permanecia num estado caótico, não havia nada para eles fazerem. Onde, as Divindades Celestiais convocaram os dois seres divinos, Izanagi e Izanami, e lhes ordenou que descessem ao lugar nebuloso, ajudando-se mutuamente, para consolidar o lugar em terra firme.
  - Lhes conferimos este tesouro precioso, com o qual governarão a terra, a criação que lhes ordenamos fazer.
E assim dizendo, eles entregaram aos dois uma lança chamada Ama-no-Nuboko, cravejada com pedras preciosas. O casal Divino recebeu respeitosa e cerimoniosamente a arma sagrada e se dirigiram para a Ponte Flutuante do Céu, que ficava entre o Céu e a Terra, e permaneceram por um instante para olhar o que havia abaixo. O que eles avistaram foi um mundo ainda não condensado, parecendo um mar de neblina, exalando um odor de inexplicável fragrância. De primeiro, eles ficaram perplexos, sem saber onde e como começar, mas logo Izanagi sugeriu à sua companheira que eles deveriam tentar revolver a bruma com suas lanças. E assim dizendo enfiou o bastão com jóias e descobriu que tocara em algo. Retirando o bastão, ele o examinou e descobriu que uma gota grande que caíra do bastão quase que imediatamente se coagulou e formou uma ilha, que é hoje a Ilha de Onokoro. Felizes com o resultado, as duas Divindades desceram da Ponte Flutuante para a Ilha que miraculosamente havia sido criada. Esta ilha serviu de base para a tarefa subseqüente que era criar um país. Então, desejando se tornar marido e mulher, eles erigiram no centro da ilha, um pilar, o Augusto Pilar Celestial, e construíram ao seu redor um grande palácio chamado "O Hall dos Oito Fantasmas". Donde a Deidade masculina se virando para a esquerda, e a Deidade feminina para a direita, deram a volta no pilar indo em direções opostas. Quando eles, de novo, se encontraram naquele mesmo lado do pilar, Izanami, a Deidade feminina, falando primeiro, exclamou:
   - Que bom encontrar um jovem tão bonito!.
E Izanagi, a Deidade masculina respondeu:
   - Que bom eu me deparar com tão linda donzela!Depois de dizer isto, a Deidade masculina disse que não estava correto uma mulher se antecipar ao homem em um cumprimento. Depois disto, eles se uniram no leito conjugal, instruídos por dois pássaros de caldas longas que sobrevoavam o lugar. A Deusa deu à seu consorte divino um filho, mas o bebê nascera fraco e sem ossos. Pesarosos, eles o abandonaram na água, colocando-o em um bote feito de junco. O segundo filho foi tão desapontador quanto o primeiro. As duas Deidades, agora profundamente desapontadas com o seu fracasso e cheio de pressentimentos subiram aos Céus para saberem dos Deuses Celestiais qual era a causa de seus fracassos. Os Deuses fizeram uma cerimônia e então disseram:
   - A culpa é da mulher. Ao dar a volta no Pilar, não foi correto nem apropriado que a divindade feminina falasse primeiro que a divindade masculina. Esta é a razão.
As duas Deidades viram a verdade e resolveram retificar o erro. Então, eles voltaram à terra novamente, e mais uma vez deram a volta no Pilar Celestial. Desta vez Izanagi falou primeiro:
   - Que bom encontrar tão linda donzela!
   - Eu estou tão feliz!- respondeu Izanami - de poder encontrar um jovem tão bonito!.
Este processo foi mais apropriado e de acordo com a lei da natureza. Depois disto, todas as crianças nascidas deles não deixaram nada a desejar. Primeiro, a Ilha de Awaji nasceu, depois, Shikoku, depois, a ilha de Oki, seguida de Kyushu; e depois disto, a ilha de Tsushima nasceu, e por último, Honshu, a ilha principal do Japão. O nome Oyashi-ma-kuni (o País das Oito Grandes Ilhas) foi dado às ilhas. E depois disto, as duas Divindades se tornaram pais de numerosas ilhas menores destinadas a circundar as maiores.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

A lenda da Cegonha - Tsuru






Boa noite galera do Japão na Área!!!
Trouxe pra vcs hj uma das crenças mais legais do Japão: um pouco da historia do Tsuru (cegonha). Enjoy



O Tsuru (cegonha em japonês) é um dos animais que simbolizam a juventude eterna e felicidade da Ásia.
  Diz-se que ela vive 1000 anos. São, possivelmente, os pássaros mais velhos da Terra. Era considerado o pássaro companheiro dos eremitas que faziam meditação nas montanhas. Como esses eram eremitas místicos, que supunham terem poderes sobrenaturais para não envelhecer, o tsuru, passou a ser considerado um pássaro possuidor de vida longa.
   É uma das aves mais conhecidas do Oriente, perdendo apenas para a Fênix, a ave que renasce das cinzas.
   A cegonha é considerada a mãe de todas as aves e representa o canal entre o mundo dos vivos e dos
mortos. Algumas vezes a imagem do tsuru é colocada em caixões, para que a alma do morto seja levada para o céu em suas costas.
   Como um símbolo de longevidade, os japoneses costumam presentear os amigos com uma dobradura de papel (origami) em forma de Tsuru.
Dizem que se você conseguir dobrar mil tsurus enquanto mentaliza um desejo, este desejo será realizado !!!

Faça 1000 tsurus e seus desejos se realizarão

domingo, 17 de julho de 2011

Kin-no-ono - Machado de ouro

Fala galera do Japão na Área!!!
Aki vai mais uma lenda bem legal do Japão pra vcs com uma bela lição de moral. Enjoy

Kin-no-ono - Machado de ouro

Era uma vez um casal de idosos que vivia sozinho numa cabana construída ao pé de uma montanha. Um dia, o velhinho subiu a encosta em busca de lenha. Mas quando cortava uma árvore, o machado acabou se desprendendo do cabo, e caiu no lago que se formava sob uma cachoeira. 
Ele desceu até a margem, preocupado em recuperar aquela importante ferramenta de trabalho. Enquanto se debruçava sobre as águas, o velhinho viu uma grande carpa se aproximando, trazendo um machado de ouro na boca. 
O peixe parou, oferecendo-lhe a peça. Mas o velhinho era honesto demais para aceitar algo que não lhe pertencia. - Mas o meu machado é de ferro - disse o velhinho. Ao ouvir isso, a carpa mergulhou novamente, voltando com a peça de ferro, já gasta pelo tempo. 
O homem agradeceu e retornou para casa. Mas no dia seguinte, ao acordarem, os dois idosos levaram um susto: o machado de ferro havia se transformado em uma peça de ouro maciço. 
Eles ainda estavam comemorando o acontecimento quando sua vizinha veio bater à porta para pedir emprestado um pouco de lenha. Ao ver a peça de ouro, os olhos da visitante brilharam, cheios de cobiça:  - Onde vocês conseguiram isso? - perguntou. Então, o velhinho explicou toda a história. 
A vizinha correu para casa, e contou o episódio para o marido, e pediu-lhe que fosse até a montanha cortar a árvore, no mesmo local onde o velho tinha ido. 
Ele foi e fingiu que estava cortando o tronco de uma árvore. De repente, deixou cair o machado dentro do lago. Ao chegar à margem, viu a carpa gigante trazendo a ferramenta.  - Mas meu machado é de ouro, disse ao peixe. A carpa mergulhou e aproximou-se dele com uma peça reluzente na boca. 
O homem mal conseguia se conter. Ansioso para colocar as mãos no machado de ouro, porém acabou se precipitando, escorregou e caiu no lago, morrendo afogado.

sábado, 16 de julho de 2011

Lendas do Japão - Junichi - Os doze signos chineses

Bom dia galera ligada no Japão na Área. Gente depois que eu postei essa lenda que deu origem ao Tanabata eu pensei: pq não postar as lendas comuns do Japão? Então a partir de agora eu vou começar a postar as lendas japonesas. Espero que vcs gostem.
Começando hj com uma bem legal.
Nota: O nome da lenda é "Os doze signos chineses", porque tanto japoneses quanto chineses compartilham os mesmos signos do Zodíaco.

Junichi - Os doze signos chineses

Há muito tempo atrás, Deus anunciou a todos os animais que escolheria doze deles para uma tarefa
especial: cada um protegeria os seres humanos durante um ano.
Disse-lhes então que deveriam ir falar com ele em 12 de Janeiro, quando decidiria sua sequência, segundo a ordem de chegada.
Os animais esperavam ansiosamente por esse dia, mas parece que o gato andava muito esquecido e não conseguia lembrar-se da data marcada. Encontrou-se com o rato por acaso na rua mas este, como quisesse chegar antes, disse-lhe que o dia era 13.
Quando o rato voltou para casa (que ficava no esteio de um estábulo), viu que o boi estava se
preparando para sair e dizia: "Sou tão lento que tenho de partir esta noite, ou não chegarei lá em tempo”.
O rato, que era ladino, teve uma grande ideia: escondeu-se nas costas do boi, no meio das coisas dele. Viajaram a noite toda, até que chegaram ao palácio de Deus.
O boi estava muito feliz, achando que era o primeiro, mas, nesse instante, o rato pulou na sua frente e ele acabou chegando em segundo lugar. 
E os outros animais chegaram logo em seguida: o tigre, o coelho, o dragão, a serpente, o cavalo, a cabra, o macaco, o galo, o cão e o porco.
No dia seguinte o gato chegou esbaforido ao palácio mas, apesar de ficar sabendo que tinha sido
enganado pelo rato, ficou fora do grupo dos doze animais.
Essa é a razão porque gatos e ratos, até hoje, não se dão bem!

E pra quem é fã de Naruto os selos de mão que os shinobis fazem são baseados nos animais do Zodíaco.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Festivais no Japão - Julho (parte 1)

E aew galera do Japão na Área hj eu trouxe pra vcs algumas informações sobre os festivais que ocorrem no Japão no mês de Julho: O Tanabata ou Tanabata Matsuri (dia/festival das estrelas) e o Umi-no-hi (dia do oceano). Vou falar nessa primeira parte apenas sobre o Tanabata.

O TANABATA

O Tanabata é  um festival mais tradicionais e populares do Japão. É comemorado no dia 07/07 eu sei que já passou gente!! sorry xD de cada ano. Essa comemoração é baseado numa lenda que conta uma historia de amor entre Orihime e Kengyu.
Lenda
Orihime, a filha do Senhor Celestial, gostava de tecer e passava o tempo diante de sua máquina de tecer. O Senhor Celestial preocupado, pensava em casá-la com o pastor Kengyu, que se encontrava no outro extremo da Via Láctea. Após o seu casamento, os dois amantes ficaram inseparáveis e conduzidos por sua paixão, esqueceram de suas obrigações.
Por causa de sua imprudência, o casal foi transformado em estrela e separados pela Via Láctea.
Comovido com a tristeza do casal, o Senhor Celestial permite um único encontro anual entre os amantes, no dia 7 de julho, o Tanabata.
No dia do Tanabata é costume escrever os pedidos em papéis coloridos (tanzaku), que são amarrados nos ramos de bambu (sassa dake), colocados junto aos enfeites que embelezam o festival. A lenda diz que todos os desejos são atendidos no momento mágico do encontro entre Orihime e Kengyu.
 Geralmente no Tanabata são feitos pedidos para melhorar a inteligencia ou desempenho em algo. E também para que planos futuros se realizaem *por favor eu quero ganhar na mega sena*
Por enquanto é isso galera até mais e apartir de agora todo mês eu vou falar sobre os festivais e feriados no Japão. Sayonara